sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Convidar ou não convidar?... Eis a questão!...

Robert Mugabe, o genocida do Zimbabwe vem a Portugal por convite de Sócrates para participar na cimeira África-UE...
É uma tremenda hipocrisia a vinda deste ser ao nosso país!
Mas se esta besta for excluída, o que é pouco provável, devido ao peso que detém principalmente na África Austral, a cimeira poderá ficar irremediavelmente comprometida!... Muito por culpa das "amizades" e interesses que a UE pretende ver preservados e se possível capitalizados após a cimeira, onde também o assassino Mugabe tem o seu peso decisivo para determinadas evoluções...

6 comentários:

Samir Machel disse...

Sugiro-te esta posta:
http://obitoque.blogspot.com/2007/04/zimbabu.html

João Rato disse...

Com as devidas diferenças, as devidas distâncias, as devidas habilitações - quem é afinal Sócrates ao lado de Mugabe?

Watchdog disse...

Samir:
Mugabe ao decidir "expulsar" os ingleses, e não vou discutir a legitimidade da decisão, hipotecou uma das economias mais prósperas de África levando o país ao colapso, tendo como consequências mais directas, a fome, os refugiados, o desemprego com taxas de 80%e o país à beira da guerra civil... Uma das maiores crises humanitárias!...
Li o vosso post, são perspéctivas...
1 Abraço!

Watchdog disse...

João:
Mugabe é um ditador, enquanto o Sócrates ainda anda a aprender...
1 Abraço!

Samir Machel disse...

Não defendo as "soluções" de Mugabe.

A questão é que o Reino Unido impôs condições irreais para o reconhecimento da independência. Muito dos problemas estavam lá, obviamente agravados na actual decomposição do Zimbabué.

Em situações extremas de apropriação dos bens de um país (como era o caso da antes Rodéisa Branca), manter o status quo é uma morte anunciada.

Watchdog disse...

Samir:
As condições propostas pelos ingleses até podiam ser irreais, é normal partir-se de uma base de negociação, ainda para mais, os ingleses investiram muito no Zimbabué. Só que o ressentimento racista que Mugabe possuí, cegou-o ao ponto de não ter tido discernimento para renegociar e assim manter um certo equilíbrio da nação.

1 Abraço!